Pela Sociedade

O hábito do consumismo desenfreado provoca o desequilíbrio em nosso planeta, mas a exploração de recursos não-renováveis não é o único problema. Questões sociais como exploração humana e animal também estão na lista de consequências negativas desse estilo de vida.

Com a finalidade de lucrar ainda mais, indústrias produzem em larga escala liberando resíduos poluentes no meio ambiente, o que prejudica comunidades que vivem ao redor. Além disso, o uso da mão-de-obra escrava infelizmente ainda é uma realidade em muitos países e até mesmo no Brasil, quando indústrias empregam imigrantes ilegais que buscam por uma oportunidade de vida, mas que acabam caindo nas garras de empresários sem escrúpulos.

Consumindo de forma consciente podemos, além de reduzir o impacto ambiental, ter mais consciência sobre o procedimento do que compramos. O estilo de vida minimalista, junto com a proposta slow living nos leva a uma maior responsabilidade social, nos tirando da ansiedade de consumir por consumir e reduzindo também nosso desejo de compra, o que nos permite pesquisar melhor sobre o que estamos adquirindo e refletir se realmente precisamos.

Por outro lado, quando fazemos um declutter (destralhe) em nossa casa, podemos perceber que na maioria das vezes acumulamos muitas coisas das quais não precisamos, não gostamos ou sequer lembramos. Ao doar tais roupas, objetos e livros, estamos contribuindo para que outras pessoas também tenham acesso ao que não nos serve mais, prolongando assim a utilidade do que um dia adquirimos ao invés de acumular ou simplesmente descartar.

Sendo assim, o minimalismo nos traz a consciência de que o que consumimos afeta não apenas nosso equilíbrio financeiro, mas também toda uma comunidade ao nosso redor. Somos responsáveis pelo que consumimos, mas antes de tudo, também somos co-responsáveis por todos envolvidos.