23/10/2014

Carta do Leitor: Qual é o peso que você carrega?

Categoria: Carta do Leitor

Carta do Leitor: Qual é o peso que você carrega?

Hoje venho trazer mais um depoimento pra sessão Carta do Leitor. Fazia tempo que eu não publicava um depoimento aqui, e hoje venho lhes apresentar a Silvana dos Santos, uma mineira que conseguiu superar diversas pedras que surgiram em seu caminho e contou sua história de superação. Ela faz parte do grupo Vida Minimalista no Facebook e publicou seu relato lá mas me autorizou a postar aqui no blog para aqueles que não possuem Facebook. Vamos lá?

Às vezes o resultado demora. Bate o desanimo… Mas o mais gostoso quando vc decide mudar sua vida é a AUTO ESTIMA, essa sim, vale a pena!

Comecei minha luta em um grupo de Reeducação Alimentar, em Janeiro de 2013 com 117 kg, no auge de uma depressão. Não me cuidava mais, não tirava fotos, não me maquiava, enfim… estava deixando a vida passar. Junto com os incentivos do grupo, resolvi mudar minha vida. Mudar meu destino e tentar entender o que acontecia com MEU CORPO, MINHA MENTE E MINHA ALMA.

Em um ano de Reeducação Alimentar (Jan/13 a Dez/13) consegui eliminar 28 kg. Minha dieta era uma RA (Reeducação Alimentar) com direito a jacadas nos finais de semana. Nesse tempo, não abri mão de uma cervejinha e um prato de tira gosto no final de semana. Sempre postei meus pratos no grupo e fui muito criticada por isso, principalmente os de sábado à noite, mas mesmo assim, estava emagrecendo e o melhor, não deixava de viver, pois minha RA era seguida a risca de segunda a sexta feira.

Nesse meio tempo, resolvi montar um grupo para mim. O Vem ser Light, que chegou a 11 mil membros e foi extinto, devido a vários motivos que não vem ao caso.

Durante os meses de Dez/13 a Abril/14, meu fantasma voltou. Eu não conseguia mais me controlar e tinha várias crises de TCAP (Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica) e voltei a engordar, chegando a 103 kg em Abril. Eu sofri muito nesse período, pois como incentivadora de um grupo, eu me sentia mal em não dar o exemplo e o apoio que todas procuravam em mim. Em Junho de 2014 fui convidada para ser madrinha de casamento, e esse casamento iria se realizar no dia do meu aniversário de 40 anos. Aniversário esse, que eu sonhava chegar: Linda, Loira e Magra…

Resolvi apelar para a Dieta Dukan, mesmo indo contra todos os meus princípios com relação a dietas restritivas, pois desde que conheci a RA eu sempre defendi um emagrecimento em cima de uma ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL. Mas dessa vez meu imediatismo falou mais alto e resolvi tentar.

Fiz a dieta Dukan de 30/07/2014 a 30/09/2014. Não consegui seguir por mais tempo, mas confesso que adorei a experiência. Não pelos poucos quilos que eliminei, mas por entender um pouco mais sobre os meu TCAP e minha compulsão por carboidratos. Hoje estou com 91 kg. Minha luta não é fácil. Muitos podem dizer que é falta de foco… Mas eu digo: Vai além…

Recentemente tenho trabalhado meu psicológico de uma forma mais apurada. Descobri o “Minimalismo” e vi que os “Excessos” em minha vida vão além da obesidade. Descobri o quanto eu era “Consumista”, “Impulsiva”, “Compulsiva” e o quanto eu estava cercada também de pessoas negativas, objetos com energia acumulada, e resolvi pôr em pratica e me livrar de toda a negatividade.

O Grupo Vem ser Light, foi o primeiro. Fiz muitas amigas no grupo, recebi muitos incentivos, mas a medida que o grupo crescia, crescia também os MIMIMIS e aquilo estava me fazendo mal. Administrar aquilo estava se tornando insuportável para mim. Estava procrastinando minhas coisas e não era esse o meu objetivo de vida. Em seguida dei uma limpa no meu facebook, exclui pessoas que nunca me deram um “Oi” e só postavam besteiras que nada tinham a ver com a minha vida na net e eu me pegava lendo aquilo e meu tempo indo embora junto.

Depois passei para minha casa. Dei uma verdadeira FAXINA. Me livrei de objetos acumulados, roupas que não usava há anos, me desfiz de tralhas, parei de comprar tralhas que so acumulavam poeira, passei a dar mais valor ao meu dinheiro e comprar somente o necessário. Com isso meu tempo DOBROU. Hoje tenho tempo para fazer minhas atividades físicas, escolher melhor minha alimentação, cuidar dos que AMO E ME AMAM… Enfim, tenho tempo para CUIDAR DE MIM.

Minha dieta hoje: Levar uma vida light, minimizar o estresse em todos os sentidos, gastar menos com besteiras, viajar e curtir mais a vida. Comer menos (o suficiente para me manter saudável), cortar os exessos em todos os sentidos e aprofundar os meus conhecimentos em cima de uma vida minimalista e sobre o vampirismo de energia.

Quanto à balança? Bom, essa não me assusta mais. Eu quero é viver LEVE, LIVRE E SOLTA, ter energia para concluir minhas tarefas, parar de procrastinar a vida e com certeza, um dia os digitos da balança darão os números que a sociedade tanto cobra. Hoje o que quero é me SENTIR BEM. Ser a “SIL” de sempre.

Estou por ai!! De vez em quando eu apareço no grupo que tanto amo falando um pouco mais dessa minha luta que para muitos pode não ter nada a ver com o Minimalismo, mas para mim, fez todo o sentido na minha mudança de vida, da forma de me olhar no espelho e a valorizar o que a vida me deu de melhor: “O sorriso”.

Carta do Leitor: Qual é o peso que você carrega?

Inspirador, não é? E você, tem alguma história pra contar? Envie para contato@vidaminimalista.com, se quiser pode anexar fotos. Caso não queira ter seu nome publicado, manterei sua privacidade.

13/10/2014

Fim de semana offline

Categoria: Computador & Web

Fim de semana offline

Quem me conhece sabe que sou uma pessoa completamente conectada. Vivo com meu smartphone, respondo tweets, mensagens, publico fotos do meu dia-a-dia no Instagram e leio comentários do blog, tudo através da tecnologia móvel. No entanto, estou conseguindo reduzir aos poucos minha presença online, principalmente no Facebook.

Sempre fui uma pessoa caseira, de passar os fins de semana em casa lendo meus livros, escrevendo e navegando na internet – atividades que eu realmente gosto – mas ultimamente tenho feito algumas mudanças que estão me trazendo um bom resultado. Deixo a internet e tudo o que a acompanha para a semana (estudos, trabalho, redes sociais, bate-papo) e, a partir de sexta à noite, simplesmente desconecto do mundo virtual.

Depois da minha última aula, sexta à noite, mudo meu padrão de pensamento aproveitando ao máximo cada minuto que tenho com a presença do namorado, amigos e família. Tenho reparado que acabo deixando o celular em um canto qualquer, que raramente ligo o notebook – a não ser para assistir algum documentário ou filme – e que, de verdade, não faz falta alguma. Jamais pensei que conseguiria dizer isso, mas assumir novos compromissos comigo mesma me fez deixar um pouco o mundo virtual, o que me fez muito bem.

Para alguns pode parecer uma mudança sem importância, mas só quando nos damos conta do quanto estamos vivendo online é que lidamos com a dificuldade de desconectar. Se você, como eu, pretende ficar um pouco mais offline, algumas dicas que usei podem ser úteis:

Dicas para desconectar

1. Estabeleça um dia da semana para ficar offline (ou vários, como no meu caso, o fim de semana inteiro)

2. Comprometa-se com novas atividades. Pode ser um passeio no parque, um dia na praia ou simplesmente um dia de leituras. Inscreva-se em algum curso que gostaria de fazer, ocupe seu tempo com algo legal ou simplesmente se permita não fazer nada.

3. Desgrude do smartphone. Isso evita que você fique checando emails e atualizações do Facebook a cada minuto.

4. Aproveite pessoas reais. Se você tem filhos, guarde esse dia para aproveitar com eles. Se tem namorado/noivo/marido, dê prioridade à conversas, passeios, o que for, mas esqueça a internet. Se é solteiro sem filhos, telefone para aquele amigo querido e combine um café, um cinema ou um simples passeio.

5. Tenha em mente que você não está perdendo nada. Se alguém te mandou alguma mensagem, ela não se perderá só porque não foi lida nem respondida na hora. No final do período de desconexão, você poderá tranquilamente ligar o computador e responder cada mensagem e se atualizar dos acontecimentos nas redes sociais (que nem sempre são realmente importantes).

Tenho ficado offline durante o fim de semana, mas sem neura. O intuito é criar um espaço para aproveitarmos a mim mesma, curtir um pouco as pessoas com quem convivo e se desligar um pouco da internet, o que não significa que esteja proibida de checar um email ou pesquisar algo no Google. O mais importante de qualquer decisão que tomamos é manter o equilíbrio, sem extremos, mantendo em mente que toda decisão que tomarmos deve ser feita para nosso conforto e não privação, afinal, uma vida minimalista deve sempre nos trazer benefícios e satisfações, jamais desconforto.

E vocês, como lidam com a vida online? Passam muito tempo na internet ou não são apegados ao mundo virtual?

29/09/2014

Amor próprio

Categoria: Comportamento

Amor próprio

É muito difícil colocarmos em prática aquela famosa frase que diz que devemos primeiro nos amar, para depois amarmos aos outros. Na prática, temos tantas falhas, defeitos e insatisfação com nosso próprio corpo, sentimentos e atitudes que acabamos buscando no outro um complemento de nossas fraquezas.

Tendo clareza do que nos falta, acabamos depositando no outro expectativas de tampar aquele buraco que temos, aqueles defeitos que não sabemos como lidar e acabamos acreditando piamente que o outro nos completa.

Quantos relacionamentos não são assim? Quantas vezes pensamos que não sabemos viver sem o outro? Que sem determinado amigo/parente/namorado faltará uma parte de nós? Será que devemos mesmo depositar toda essa responsabilidade em outra pessoa, como se fôssemos incompletos?

Pode parecer egoísmo, mas cultivar o amor próprio – embora seja uma tarefa um tanto árdua – é essencial para um bom relacionamento. No momento em que temos a certeza de que não precisamos de ninguém para sermos felizes, de que podemos seguir tranquilamente nossos caminhos sem depender do outro, aí sim, estamos prontos para caminharmos juntos, dividir experiências e juntar as escovas de dentes.

Um bom relacionamento não é aquele no qual há a dependência, mas sim, aquele no qual há a soma, a amizade e o companheirismo. Jamais devemos ver no outro um ponto de apoio para nossas fraquezas, devemos sim, estarmos fortalecidos para uma troca de experiência, uma caminhada na qual todos se beneficiem e que possam, juntos, ter um propósito maior.

Amor próprio é a palavra-chave. Devemos cultivar nossas qualidades, sermos gratos por quem somos e valorizarmos a nós mesmos. Tentar transmutar o que há de ruim em algo bom e aprender com erros passados apenas nos torna mais fortes para enfrentarmos desafios futuros. Um relacionamento saudável é aquele no qual não há dependência um do outro, mas sim, união, soma e vontade de crescer juntos, sem que o outro se torne apenas uma bengala. Afinal, bengalas podem quebrar, causando mais transtorno àqueles que veem no outro apenas um ponto de apoio, e não um parceiro para uma nova jornada.

E você, está em paz consigo mesmo ou depende do outro para ser feliz? Vamos nos fortalecer para, em vez de necessitar do outro, distribuirmos amor? Afinal, um relacionamento saudável é aquele que soma forças e não fraquezas.

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