23jul 2014

Material de Estudos: guardar ou não?

Categoria: Estudos

Material de Estudos: guardar ou não?

Medicina Veterinária

Quando me formei em Medicina Veterinária e fui trabalhar com jornalismo, fiz uma arrumação no meu quarto a fim de guardar tudo que havia acumulado de anotações de aulas, cadernos, apostilas e xerox em uma única caixa, para manter tudo organizado. Sempre pensei que um dia precisaria consultar o material usado e que saberia exatamente onde encontrar: na enorme caixa rosa empoeirada sobre o armário.

Morei em São Paulo, trabalhei, estudei jornalismo e a caixa – agora mais empoeirada – permanecia sobre meu guarda-roupas intacta, até que um dia resolvi abrí-la e analisar, item por item, o que deveria ficar e o que eu poderia doar/reciclar.

Meu curso de Medicina Veterinária era dividido em dois ciclos, o básico e o profissional. No ciclo básico estudamos disciplinas como Virologia, Citologia, Histologia, Anatomia entre outros mais gerais, mais ligados à biologia do organismo. Já no profissional, aprendemos a medicina em si, com aulas de cirurgia, reprodução, clínica entre outros. Pra minha surpresa, a maioria do material que eu tinha guardado era do início da faculdade, das matérias mais básicas, já que mais adiante eu preferia comprar livros mais específicos, como o de técnicas cirúrgicas.

Quando eu precisaria daquelas anotações novamente? Será que se um dia eu precisar de alguma informação de anatomia eu vou recorrer às anotações de caderno (que nem sempre são precisas) ou a um livro sobre o assunto? Se eu precisar estudar o Ciclo de Krebs eu vou folhear cada folha de fichário sobre bioquímica até encontrar ou vou procurar um site? Foi com tais reflexões que decidi me desfazer das minhas anotações, com excessão de algumas importantes. E quais seriam as importantes?

Mantive minhas anotações da disciplina de Virologia, porque fui monitora e eu sei que o material que tenho é bom devido às pesquisas que realizei para montar uma espécie de apostila. Mantive também minhas anotações sobre animais de grande porte e reprodução, já que foi o caminho que escolhi dentro da Medicina Veterinária. Creio que se um dia eu voltar a trabalhar na área, será nesta que eu tenho mais afinidade. O restante do material guardei em uma sacola e doei a uma amiga que seguiu o caminho do mestrado, e que pode dar um destino melhor ao material, tanto para uso próprio quanto para alunos que ela tem contato na faculdade.

Apesar de ter doado a maior parte do material de estudos, mantive comigo meus livros mais técnicos, embora alguns eu realmente não precise (e estou me programando para vendê-los a algum estudante). A maior parte dos livros que usamos em uma faculdade da área médica logo fica obsoleto, pela velocidade das novas descobertas, e supondo que um dia eu volte a clinicar, não me sentiria segura em usar informações de um livro de 2005. Com certeza procuraria primeiro me atualizar em publicações mais recentes para depois atuar com mais segurança, embora tais livros possam ser muito úteis para quem está estudando. Eu mesma aproveitei vários livros que pertenceram a um tio meu, hoje médico.

Jornalismo

Com o jornalismo estou criando um hábito um pouco diferente. Na época da minha graduação em Medicina Veterinária não havia tanta tecnologia como suporte, mas hoje podemos contar com tablets, notebooks e vários serviços online para guardar informações e é assim faço minhas anotações de aulas. Mesmo quando anoto em um papel, digito tudo pro meu Evernote assim que chego em casa e considero isso uma forma de rever a matéria, já que posso acrescentar informações e pesquisar algo que não compreendi direito pela internet, obtendo um material muito mais completo que as simples anotações que faço em aula.

Material de Estudos: guardar ou não?

Também mantenho um caderno para o curso um pouco diferente do que costumamos fazer. Me refiro a ele como “um caderno para um futuro concurso” e nele passo à limpo (enquanto estudo para as provas) as disciplinas que geralmente caem em concurso. No final da minha graduação terei todas as matérias guardadas de forma digital e um único caderno com as principais disciplinas teóricas (Teorias da Comunicação, Teorias do Jornalismo, Mídias Digitais, Editoração etc.).

Com a facilidade de acesso à informação, acho que guardamos muito material que não precisamos e cabe a nós selecionar o que é relevante e o que pode ser passado adiante. Escanear o que temos dúvida se precisaremos um dia pode ser uma boa ideia para quem não tem certeza se o melhor caminho é desapegar. Eu mesma fiz isso com algumas apostilas que mantinha ainda na grande caixa rosa, mas que hoje só ocupam um pequeno espaço no meu backup.

E vocês, como fazem com o material de estudos? Guardam tudo? Apenas os livros? Escaneiam? Compartilhe suas experiências!


18jul 2014

Sobre objetos e as memórias

Categoria: Feng Shui

Sobre objetos e as memórias

Objetos guardam memórias. Mesmo que não percebamos, todas as vezes que interagimos com algo, seja ele um bloco de anotações ou uma roupa, entramos em contato com sentimentos e sensações que tais objetos nos causam. Aquela roupa que estávamos usando no dia do fim de um relacionamento raramente nos trará alegria ao ser usada novamente. Aquele brinquedo que nos acompanhou nos melhores momentos da infância provavelmente nos fará sorrir.

O problema de pessoas acumuladoras talvez não seja a quantidade em si de objetos que guarda, mas sim as diferentes sensações que estes causam ao serem vistos, manipulados ou usados. Quando temos um guarda-roupas cheio, daqueles que nem sabemos o que de fato está ali guardado, temos uma mistura de sensações, sentimentos e impressões em cada roupa, tanto boas quanto ruins, que acabam nos desanimando cada vez que decidimos organizá-lo. Enfrentar a confusa carga de sentimentos é difícil de lidar.

Por outro lado, quando mantemos objetos que nos trazem boas sensações, dificilmente será uma tarefa árdua manipulá-las, organizá-las e usá-las. Um guarda-roupas composto de roupas seletas, aquelas que realmente gostamos muito e que nos trazem boas lembranças e alegria é muito melhor aproveitado do que um que carrega energias de tristeza e más recordações.

A solução neste caso seria separar o que nos é muito querido daquilo que nos traz más sensações. Uma roupa com a qual passamos por uma situação triste – e nos faz recordar a cada vez que usamos – pode ser doada a quem precisa ou, quem sabe, “reprogramada” caso a memória ruim seja substituída por outra boa de um novo momento. O que não podemos é guardar objetos que nos deixam pra baixo cada vez que os encaramos. Desapegar de lembranças ruins pode não ser fácil, mas é libertador quando, após uma arrumação, mantemos apenas o que nos faz bem.

Vamos nos libertar do que nos traz más sensações?


17jul 2014

Sempre temos algo a ensinar

Categoria: Comportamento

Sempre temos algo a ensinar

Quando temos conhecimento sobre algum assunto é comum acharmos que é algo tão simples que nem precisa ser compartilhado, afinal, todos devem saber. No entanto, mesmo que estejamos em um meio no qual se compartilhe dos mesmos interesses, sempre há algo a ser aprendido e ensinado, e essa troca é fascinante.

Tenho uma amiga que no passado já sofreu bastante em relação à sua autoestima, mas que em um momento de sua vida aprendeu a lição de que se ela própria não se amasse, ninguém mais faria por ela. Levantou a cabeça, sacodiu a poeira e mudou seu padrão de pensamentos, descartando opiniões alheias que a machucavam e assim aprendeu, aos poucos, que a vida é muito mais que a opinião dos outros sobre suas roupas, peso e o que mais achassem dela.

Em uma de nossas conversas ela me contou que queria muito ter um blog pra compartilhar seus pensamentos e ajudar a outras pessoas, principalmente jovens, que passam pelo mesmo problema que a atormentou por tantos anos, e foi quando me ofereci pra ajudar. Planejamos um nome, um formato, fizemos testes aqui, testes ali e em poucos dias nasceu o Sobre Autoestima, um blog que pretende debater questões sobre conflitos pessoais e o amor próprio.

Pensei que seria algo super normal pra ela, afinal, sou blogueira há tantos anos que configurar painel de controle, comprar domínio, alterar DNS, CSS, HTML entre outras siglas, se tornou algo normal. No entanto, percebi que o que é simples para mim pode não ser para o outro e ensinar cada passo, desde como criar um novo post, inserir fotografias até a publicação, me trouxe um sentimento de felicidade imensa por poder compartilhar meu conhecimento com alguém. Claro que não sou expert no assunto – e por isso mesmo sempre achei que não poderia ensinar – mas o pouco de experiência que tenho ajudou bastante quem nunca esteve em contato.

A verdade é que sempre podemos ajudar e ensinar nem que seja com um detalhe. Nunca sabemos tudo de forma igual e compartilhar conhecimento é tão gostoso quanto aprender. O que eu achava fácil, embora não me sentisse segura em ensinar, era uma incógnita para minha amiga que estava criando seu primeiro blog, e então me pergunto quantos outros conhecimentos, mesmo que pequenos, que poderia ser passado àqueles que estão ao meu redor? Quantos outros conhecimentos também não posso aprender com quem me cerca?

Nenhum saber é pequeno demais a ponto de não ser importante para alguém. O que pode ser fácil para um, pode ser um mistério para o outro. Vamos prestar mais atenção sobre o que podemos ser úteis para quem convive conosco? Essa experiência me ensinou a lição de que sempre podemos ensinar algo a alguém. E que compartilhar experiências é gratificante.

Visitem: Sobre Autoestima